Detentor de uma longa carreira desportiva, contando com mais de 300 provas realizadas, das rampas aos circuitos, dos ralis ao todo-o-terreno, o piloto de Mangualde conhecido como um “gentleman driver” começou nos finais da década de 60, por disputar provas de perícia ao volante de um Hillman Imp que entretanto adquirira a Giovanni Salvi.
Porém, foi em Angola que ingressou oficialmente na competição automóvel. Corria 1971, quando o piloto se estreou aos comandos de um Mitsubishi Colt 1100, a que se seguiram, na temporada seguinte, os Subaru ff1 1300 e 1300 Sport. Em 1973 dispôs de um Austin mini 1000, assumiu os comandos de um Cooper S e integrou a equipa que introduziu em Angola os Mazda RX2.
Uma vez regressado a Lisboa, em 1974, adquiriu uma máquina francesa – Renault 12TS com que disputou quatro épocas, ao longo das quais o carro foi evoluindo.
Utilizado apenas em 1978, o Toyota KE25 preparava a transição para o modelo que viria a transformar-se na verdadeira paixão do piloto: o Hillman IMP. De 1979 a 1982, foi este o modelo utilizado, se bem que, com as mais diversas motorizações. Com o aparecimento dos Simca Rallye 2 manteve-se no Campeonato Nacional de Velocidade, contando ainda uma incursão no Rallye de Portugal em 1983.
Entretanto regressou à Renault. Competiu com um 5 Alpine em 1984.
Em 1985 e 1986 utilizou um Alpine Turbo, efectuando ainda algumas provas aos comandos de um Citroen Visa Crono e dum Renault 11 Turbo I.
Fiel à marca francesa, aderiu ao Troféu Renault 5 GT Turbo, em 1987.
Em 1988 disputou o Campeonato Nacional de Ralis, estreando um Renault 11 Turbo II de Gr.1, tendo ainda efectuado uma aventura pelo todo-o-terreno com um VW 1302 S.
Em 1989, terminou nove dos dez ralis em que alinhou com o Citroen AX Sport, vencendo a classe por oito vezes. Ainda estreou um UMM Alter 2 na Prova de Portalegre.
Em 1990 repetiu o Campeonato Nacional de Ralis com o Citroen AX Sport e de novo a Maratona de Portalegre com o UMM.
Em 1991 adquiriu um Lancia Delta Integrale que estreou no Rallye de Portugal, com êxito. Terminou todos os outros ralis e ainda levou o AX Sport à Rampa da Arrábida.
Em 1992 e 1993 voltou a utilizar o mesmo carro no Nacional de Ralis, não sofrendo qualquer desistência. Terminou assim 5 das 10 edições do Rallye de Portugal em que alinhou, tendo, inclusivé, em 92, sido o 3º Português na Produção.
Em 1999 despediu-se do carro italiano na Rampa da Arrábida.
Em 2001 regressa aos Hillman IMP tendo com este carro disputado também em 2002 as provas do Campeonato Nacional de Clássicos Velocidade.
Em 2003 estreia outro IMP na Arrábida o qual, após uma fase de acertos se revela bastante competitivo no Campeonato de 2004 onde só alinha em algumas Provas.
Em 2005, disputa o Campeonato Nacional de Velocidade – Históricos/65 com um IMP de Grupo 2, Classe 4. O Campeonato foi composto por seis jornadas duplas (geralmente treinos livres, treinos cronometrados e Corrida I no Sábado, Corrida II no Domingo) que decorreram, duas no Autódromo do Estoril, três no Autódromo de Braga e uma no Porto, no Circuito da Boavista. Liderou o respectivo Campeonato da primeira à última Prova onde lhe bastava apenas terminar para se sagrar Campeão. Porém, um ” inusitado” problema eléctrico (queda do parafuso do interruptor da bomba da gasolina), logo na segunda curva, fê-lo perder demasiado tempo a chegar às boxes, impedindo-o de efectuar o mínimo de voltas para se classificar. Contudo, o saldo foi extremamente positivo: além do título de vice-campeão, ganhou por diversas vezes os H/65, a Taça 1300 e, em 12 corridas, totalizou 11 vitórias à classe.Com outro IMP, este de Grupo1,Classe 1, alinhou na Rampa da Arrábida, prova pontuável para o Campeonato Nacional de Montanha onde, além da Classe venceu também o respectivo Agrupamento.
Em 2006, e devido a profundas alterações levadas a efeito no seio da Liqui Moly, a marca de óleos e lubrificantes alemães sua principal patrocinadora desde 2002, teve uma actuação significativamente reduzida. Esteve presente na jornada inaugural do Campeonato e na XXV Rampa da Arrábida. Com o apoio directo da Liqui Moly GMBHC voltou ao Autódromo do Estoril para disputar o Circuito MCE3.Porém, nem tudo foi mau. Como tal, ficará para recordar o tempo obtido em Março, 2m18,939s, o qual passou a constituir “record” para carros até 1.000 cc.. A última jornada também trouxe ao piloto mais uma marca de referência: 175,2 Km/h a velocidade máxima atingida pelo IMP, numa prova onde apenas o motor funcionou na perfeição…
Em 2007, participámos em 14 provas pontuáveis para o Campeonato Nacional de Velocidade – Clássicos. Destas, seis decorreram no Autódromo do Estoril, duas em Braga, duas na Granja do Marquês (Sintra), duas no Circuito Histórico da Boavista (Porto) e, por fim, mais duas no regressado Circuito de Vila Real.
Desistimos em três destas corridas. No Estoril por rotura de um cardan, em Vila Real por quebra de uma manga de eixo e em Vila Real com problemas na caixa de velocidades. Nas onze corridas que terminámos, vencemos a classe por...11 vezes.
Subimos ao pódio por oito vezes, afim de recebermos os troféus correspondentes aos Históricos/65.
O pior momento da época terá sido a impossibilidade de alinhar nas corridas de Braga 1, em virtude de o carro estar a ser alvo de meticulosa intervenção. Porém, o retorno ficou assegurado com a presença do IMP na MOTOR CLÁSSICO que se desenrolou na Feira Internacional de Lisboa o qual recebeu mais de 38.000 visitantes ao longo dos três dias do certame.
Em contraponto, o momento mais alto terão sido as corridas disputadas na Granja do Marquês onde conseguimos suplantar, em ambas as provas, toda a “embaixada francesa”, com cerca de 15 pilotos que correram na nossa classe.
O nosso carro, entre diversas acções promocionais, ainda esteve exposto no átrio principal do Beloura Shopping (Cascais), durante onze dias.
No dia 1 de Fevereiro de 2008, na Gala dos Campeões, levada a efeito pela FPAK (Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting) no Casino do Estoril, e como epílogo da época passada, recebemos o Troféu correspondente ao segundo lugar no Campeonato Nacional (H65).
Além do automobilismo desportivo, Veloso Amaral tem outras paixões; o jornalismo e a fotografia. De Agosto/68 a Novembro/73 foi director-adjunto e editor da Revista RALLYE.De 1971 a 1973 colaborou no Rádio Clube de Malange no programa Vanguarda, ao mesmo tempo que tinha o seu próprio espaço “Rotações”. Foi colunista ainda dos jornais Angola Norte e Ecos do Norte. Publicou ainda na Revista Equipa. Mais tarde diversos artigos seus vieram à estampa no Notícias da Beira, Topos e Clássicos, tendo entrado em debates em diversas rádios; Rádio Ribatejo, Nova Antena, Rádio Voz de Mangualde.No que respeita à fotografia, frequentou o CUCL. Participou em diversas exposições tendo alcançado alguns primeiros lugares e menções honrosas. Parte de uma sua colecção de slides foi publicada num suplemento do Jornal Público.
Actualmente tem assinado artigos de opinião em algumas publicações da especialidade. Nos últimos quatro anos é presença assidua nas páginas da revista Topos & Clássicos.