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IV Exposição do Automóvel Clássico e Desportivo PDF Print E-mail
Written by Veloso Amaral   
Tuesday, 28 October 2008
IV Exposição do Automóvel Clássico e Desportivo
 
Barreiro
Elevada a vila em 1521, a cidade do Barreiro teve a sua origem numa “pobra”, designação dada às aldeias ribeirinhas.
Longínquos vão os tempos em que os seus habitantes se dedicavam quase em exclusividade a actividades piscatórias e à extracção de sal.
Em meados do século XIX, o Barreiro, beneficiando da exploração das linhas férreas até Vendas Novas e Setúbal, desenvolveu-se sobremaneira. Porém, seria a CUF - Companhia União Fabril, que, fundada há precisamente um século, daria o impulso fundamental para transformar o Barreiro numa “moderna vila industrial e operária”.
A sua elevação a cidade, em 1984, não mais foi que a consagração de todo um distrito em franco desenvolvimento onde, qualidade de vida, não é mera figura de retórica e cujo cartão-de-visita será toda a frente ribeirinha que se desenrola de Alburrica até Sto. André.
 
Texto e fotos: Veloso Amaral 
AAVAC
A Associação dos Amigos dos Veículos Antigos e Clássicos teve na sua génese um grupo de apaixonados por viaturas antigas que, desde 1984, se encontravam com alguma regularidade nos concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo.
A AAVAC surge na sequência de um projecto antigo, que aliás foi alfobre de outros clubes e grupos, sendo que a sua formação oficial remonta a 5 de Novembro de 2002, data da sua escritura pública.
Possui actualmente cerca de seis centenas de associados, se bem que nem todos “pagantes” conforme nos referiu Hélder Martins...
No corrente ano têm levado a efeito uma média de quatro a cinco actividades mensais, sendo que os quartos Domingos de cada mês e mercê de um protocolo com o Núcleo do Património da CMB destinam-se a visitas temáticas; Minas do Lousal, Museu da Electricidade, Oficinas da CP, Museu de Etnologia, Assembleia da República e Museu da Presidência, são alguns dos exemplos mais recentes.
  
 
A EXPOSIÇÃO
Uma enorme tenda, instalada no aprazível Parque da Cidade, serviu de “abrigo” às duas dezenas carros presentes neste evento. E quando falamos em abrigo, não estamos a falar em sentido figurado já que o vento e mesmo a chuva marcaram presença, o que contudo, não desmotivou o público que acorreu ao local em número bastante razoável.
Sobre esta adesão à iniciativa, já Margarida Lince (Técnica de Turismo), tinha expressado a sua satisfação, a qual foi mais tarde corroborada pela Chefe da Divisão de Desenvolvimento Económico.
Em termos de futuro, Ana Cristina Ameixa pretende dar ainda maior visibilidade ao evento, (fazendo-o antecipar em termos de calendário) e  uma outra dinâmica, (eventualmente, com um desfile pelas ruas da cidade). Porém, uma certeza; começar já a trabalhar na edição 2009.
Enquanto que uns apreciavam as máquinas expostas, documentando-se atentamente acerca das características técnicas dos carros, outros, desviaram os seus olhares para “as” elementos da Escola de Samba Batucada, de Sesimbra... Os mais pequenos também tinham animação com balões, palhaços e até um agente da autoridade, a fingir!
Quanto aos carros expostos, o mais antigo era um Ford A de 1930, seguindo-se-lhe um Wolseley 6/8 Saloon de 1949 (réplica da Polícia), um Triumph TR3 e um bonito MG TF, ambos de /54. O mais recente, um Ferrari308 GTSI de 1980. Em termos de competição, apenas o nosso IMP e o Alfa de Adalberto Melim. Entre os dois, um NSU TT também era alvo de grande curiosidade.
 
A CHAMINÉ E AS “GUEIXAS
Paredes meias com a Tenda, uma enorme chaminé em tijolo despertou a nossa curiosidade.
Segundo Vitoriano Costa, pertenceu à antiga Fábrica de Cortiça do Granadeiro. Pois esta fábrica, que atravessava outrora um período áureo, teve então uma encomenda sui generis; saltos para sapatos de “gueixas”. Foram três meses de árduo trabalho até que essas “cunhas” fossem embarcadas num navio rumo ao Japão, onde posteriormente receberiam o acabamento adequado.
Após outros três meses de viagem, a mercadoria chega, finalmente, ao destino e é a altura dos últimos retoques. Porém, enquanto que umas peças são inteiriças, outras foram feitas com as sobras das primeiras, aglomeradas com uma cola que, em contacto com as serras do sol nascente, “empapava”. A fábrica não resistiu ao desaire e pouco tempo decorrido entrava em falência...  


 
 
 
    
  









Texto e fotos: Veloso Amaral 
Last Updated ( Wednesday, 29 October 2008 )
 
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