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GRANDE PRÉMIO HISTÓRICO DO PORTO PDF Print E-mail
Written by Veloso Amaral   
Thursday, 10 December 2009
Texto: Veloso Amaral
 Fotos: VA, Digimotores, JCA, João Lavadinho e Paulo Braga

GRANDE PRÉMIO HISTÓRICO DO PORTO - Cento e oitenta e nove quilómetros, de pura adrenalina.

Quando, na Quarta feira após o almoço, iniciei a minha viagem rumo ao Porto, estava muito longe de pensar que o fim de semana que se aproximava, seria verdadeiramente inolvidável. Na verdade, quaisquer previsões, por mais optimistas, jamais se aproximariam do que, na realidade, foram as nossas jornadas na Invicta.

A viagem decorreu sem quaisquer contratempos, numa tarde quente, se bem que não tivesse sido, de todo, incomodativa.

À chegada ao Queimódromo,foi sem quaisquer dificuldades que acedemos ao paddock, onde uma eficaz equipa nos possibilitou a escolha do espaço que, em conjunto com o Miguel Barata e o Paulo Miguel, iriamos partilhar ao longo dos quatro dias seguintes.

Constatámos não ter pertencido ao grupo dos primeiros, pois a azáfama já era bastante e o número de carros presentes, significativo.

Depois de nos "instalarmos", e após uma volta pelo Parque da Cidade, chegou a altura de um passeio à beira-mar, em Matosinhos.

 
No dia seguinte, e com o paddock muito mais composto, foi altura para apreciarmos as novidades entretanto chegadas. Da parte da tarde tiveram lugar as verificações documentais e técnicas que, apesar do número elevado de carros, decorreu com relativa celeridade. Foi trocando impressões com outros pilotos, que vimos chegar o fim do dia.

Na Sexta-feira, sensívelmente a meio da manhã, teve lugar o "briefing". Pelo meio dia e meia hora fomos para a pista a fim de efectuar os treinos livres. O nosso carro "dava-se mal" a baixas rotações, pelo que à saída das curvas lentas tinha uma certa dificuldade em progredir. Aptoveitámos as sete voltas que efectuámos para, essencialmente, definirmos a colocação nas curvas. Contudo, ao vermos os tempos efectuados, ficámos de certo modo preocupados com a distância para o nosso mais directo opositor na Taça Mil, O 127 de Cândido Espinha. Mais de cinco segundos e meio era, como que, "uma folha de calendário".

Ligámos para Lisboa, e da OLD RACERS vieram algumas indicações, além da habitual palavra de confiança.O meu adversário Miguel Barata, faria depois, com amizade, o trabalho necessário. Estranhamente, a vibração do motor fez com que os carburadores se soltassem e o próprio comando do acelerador ficou presou por uns escassos fios de rosca!

Dedicámos o resto da tarde a um longo passeio à beira mar e uma demorada passagem pela tenda onde comprámos uma "dose" de livros a preços bem convidativos.

Sábado levantei-me cedo e mentalizado que teria de arriscar um bom bocado a fim de não "perder o comboio".

A entrada para a pista foi à mesma hora da véspera e a vontade de andar rápido era imensa. Havia igualmente de experimentar uma nova solução na abordagem de algumas curvas. Em vez de entrar em terceira e depois, sair em segunda, a solução seria travar mais forte e entrar logo em segunda. Uma indesejável dandeira preta, à terceira volta, fez-nos interromper os treinos, com ida à Direcção da Prova. A razão evocada foi,que o IMP perdia muito líquido (?) para o chão. Mas, não teria sido tanto assim, pois o carro nunca aqueceu e, a água que faltava no radiador, em pouco ultrapassaria um litro.
 

Ficámos pois, deste modo, com os treinos comprometidos, mas com a sensação que andáramos bastante mais rápidos que na véspera.

E assim foi, já que, desta vez, ficámos apenas a menos de um segundo do 127 que, no entanto, melhorara também, quatro segundos em relação ao dia anterior.

Resumindo, dos livres para os cronometrados, o IMP recuperou quase nove segundos. Foi obra!

Depois do almoço, oferecido pela Organização, de novo foram reapertados alguns órgãos do motor ( até uma tampa dos Weber havia desaparecido...), rectificadas as pressões dos amortecedores da frente e alterada a dirtribuição da travagem.

O resto da tarde foi passado no parque da cidade e na Automobilia onde adquirimos algumas miniaturas há muito procuradas... O pôr do sol, sobre o porto, foi magnífico.

No Domingo, logo de manhã, o estado de espírito era óptimo. Saímos para apista pelas 10h 40 e, logo no arranque nos fomos distanciando dos nossos mais directos adversários. Andámos praticamente sempre a fundo, arriscámos bastante, mas valeu a pena. Entretanto a regulação dos travões, demasiado para a frente, fazia-me queimar frequentemente as travagens. Se bem que o motor falhasse notoriamente nalgumas curvas, divertimo-nos muito e terminámos em 11º., tendo depois subido ao Top Ten em virtude da desclassificação do Datsun 1200 de Luis Alegria. Entre 31 carros à partida e 22 pilotos classificados, não podiamos ter ambicionado mais. Chegámos a andar, na oitava volta, em 9º., mas fomos ultrapassados pelo Rui Azevedo, este num fim de semana verdadeiramente "azarado".

Mais um simpático almoço, desta feita bem mais descontraido, dada a boa forma demonstrada pelo nosso carro. Depois o Miguel Barata, novamente a mexer na travagem, mas agora no sentido certo..., novos reapertos, uma pequena alteração no avanço, para as marcas previamente efectuadas na OLD RACERS, pelo Neves e, às 16h 20, de novo na pista.

Esta segunda corrida não teve grande história. Enquanto que na primeira, ainda andei "entretido", numa luta muito leal com o Datsun 1200 de Emídio Pereira, nesta segunda, não fossem umas mudanças de posição à quarta e nona volta com o Cooper S de Mauro Fernandes, diria ter-se tratado de uma prova bem calma.

Não conseguimos fazer uma volta tão rápida quanto a da primeira corrida (2m 53,701), mas fomos muito mais constantes e regulares, já que a média final se elevou em quase 6 Km/h.

Foram umas jornadas fantásticas. Vencemos a TAÇA MIL, em ambas as corridas, se bem que, inexplicàvelmente, sem direito a pódio. O IMP, mesmo sem slicks, é detentor, na classe, da melhor marca nesta nova versão do circuito, como aliás já o era, na anterior.

Por fim, uma menção muito especial para a LIQUI MOLY, CLUBE MILLENNIUMBCP e PATINTER. Uma enorme gratidão para a equipa da OLD RACERS que acreditou neste projecto, tendo-nos levado, inclusivé, mesmo sabendo da nossa renitência, a um Track Day (SÓ) para afinar amortecedores e experimentar pressões...

Ao Miguel Barata, pela disponibilidade sempre demonstrada no terreno e, por fim, mas não em último lugar, o meu obrigado à TOPOS&CLÁSSICOS. 
Last Updated ( Thursday, 10 December 2009 )
 
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